Adequado e Inadequado

Correto e adequado
Prof. Sebastião Miguel

Em nota divulgada pelo Ministério da Educação, a autora Heloisa Ramos justifica o conteúdo da obra. “O importante é chamar a atenção para o fato de que a ideia de correto e incorreto no uso da língua deve ser substituída pela ideia de uso da língua adequado e inadequado, dependendo da situação comunicativa.”

De fato foi instalado uma polêmica em volta do livro adotado pelo MEC. Os professores conservadores devem estar com orelhas em pé devido tamanho absurdo distribuído às escolas, entretanto cabe ressaltar que não vejo absurdo algum; já que estamos lidando com uma Língua viva e que vai muito além da norma padrão . Essa língua considerada a última flor do Lácio e tão defendida, principalmente pelos gramáticos, não é mais a língua da regra, mas a língua da exceção.
Há algumas décadas o tal erro gramatical era a base para se chegar ao correto; isso foi dando lugar a grandes críticas – levando-se em consideração a linguística de Saussure e trouxe para o cenário brasileiro questões relevantes ao ensino do idioma falado no Brasil.
Hoje, o livro didático procura mostrar o contraste brasileiro e seu rico mundo da linguagem; estamos no caminho certo quando deixamos de lado a regra e partimos para mostrar o outro lado da escrita, sem contudo deixar de esclarecer aos alunos o lugar ideal de empregar determinada linguagem; e a escola é o ambiente que temos de ensinar tudo isso.
O livro adotado pelo MEC, fruto de polêmica, precisa ser avaliado por especialista, a fim de que seja identificado absurdo que a meu ver, não encontrei nemhum.
A diversidade cultural existe e as variantes lingüísticas também faz parte desse cenário, portanto devemos, nós educadores, ficarmos atentos às mudanças que ocorrem na educação – Carlos Bagno descreve bem o preconceito lingüístico e é dessa forma que vamos separar o adequado do inadequado.

“SÓ NAMORO QUEM ESCREVE BEM”

“Sempre me correspondi com meus amigos via e-mail e acabei
conhecendo outras pessoas por meio da rede. Um dos caras
com os quais eu conversava escrevia muito bem. Isso
chamou minha atenção. Ele tinha estilo de escritor, um texto
inteligente, irônico e muito sedutor. Em compensação, tempos
depois começamos a namorar e foi um desastre, não durou.
A sedução foi mesmo pelas palavras. O namoro era frio,
sem graça. Já outro namorado, em compensação, escrevia
muito mal. Uma vez chequei a lhe devolver um e-mail com as
correções. Ele ficou uma fera. Mas não dava para admitir coisas
como ‘ficou para traz’, ou ‘voçê’, ou ‘vamos comê’. O namoro
não terminou por isso, mas perdeu um pouco o brilho.
Se antes de iniciar o relacionamento eu soubesse que ele escrevia
assim, provavelmente não teria nem começado.
Saber escrever bem demonstra cultura e mostra que a
pessoa lê bastante e é preocupada em evoluir intelectualmente.
Sou muito, muito chata com o português. Não suporto ouvir
erros como ‘seje’ ou verbos conjugados de forma errada.”
Gláucia Caruggi de Faria, designer

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