Sobre Alfabetização

Dados da Aula
O que o aluno poderá aprender com esta aula
É desejável que ao fim desta proposta de aulas, o aluno possa:

– Identificar a diferença existente entre História da Literatura e a Literatura por si só.

– Conhecer alguns legados da produção literária medieval para a sociedade contemporânea.

– Aprimorar a capacidade de escrita, desenvolvendo textos que expressem uma opinião mais crítica sobre o objeto de estudo (no caso, um filme).

– Conhecer algumas características típicas da literatura medieval.

Duração das atividades
6 aulas de 50 minutos cada (300 minutos)
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com o aluno
É necessário que os alunos tenham uma base razoável sobre o período Clássico Greco-romano, que influenciou o modo de vida e do pensamento do Período Medieval.

Além disso, espera-se que eles conheçam noções de alguns elementos de composição da Arte, como perspectiva e profundidade.

Precisam ser introduzidos também conceitos como Trovadorismo, Cantiga de Amigo, Cantiga de Amor. Essas informações serão fornecidas na primeira aula.

Estratégias e recursos da aula
1ª/ 2ª AULA: Introdução dividida em duas aulas de 50 minutos cada.

Professor, para introduzir a presente sequência de aulas é necessário explicar alguns conceitos. Inicialmente procure explicar a eles a diferença entre a Literatura por si só e a História da Literatura. Demonstre que o estudo de literatura tem como principal alvo a leitura de textos literários, buscando aprimorar a capacidade de apreciá-los. Por outro lado, estudar História da Literatura implica dividi-la em períodos históricos com a finalidade de compreender as modificações que ocorreram no conceito de literatura com o passar dos anos. Dentro dessa divisão, teríamos basicamente os seguintes períodos literários na literatura portuguesa:

Período Clássico: período que corresponde aos impérios Grego e Romano.

Era Medieval: Trovadorismo / Humanismo

Era Clássica: Classicismo / Barroco / Arcadismo

Era Romântica ou Moderna: Romantismo / Realismo-naturalismo / Simbolismo / Modernismo

Na Literatura Brasileira, a partir de 1500, teremos:

Era Colonial: Quinhentismo / Barroco / Arcadismo

Era nacional: Romantismo / Realismo-Naturalismo / Simbolismo / Pré-modernismo / Modernismo

Esta proposta de aula está voltada para a apresentação de algumas questões referentes à Era Medieval e à produção artístico-literária desse período. Pretende-se também levar o aluno a perceber algumas influências desse momento na produção artístico-literária atual.

A Era Medieval foi, ao longo da história, conhecida como um momento de pouca produção artística e literária, chegando a receber a denominação de “Período das trevas”. Este conjunto de aulas subsidiará o professor ensinar aos alunos a importância que tal período teve para o desenvolvimento das literaturas posteriores e de outras artes.

– Inicie perguntando aos alunos o que lhes faz lembrar a menção dos termos “Idade Média” e “Período Medieval”. Aqui eles provavelmente farão menção às aulas de História, em que a sociedade Medieval já foi trabalhada ou, ainda, a algum filme que já tenham visto.

– Então, explique que esse é um momento que se encontra justamente no meio (por isso idade ‘média’) entre um momento de grande expressividade, que é o Período Clássico Greco-romano e o Humanismo que se segue, também com grandes iluminações em relação à produção do conhecimento. Os períodos antecessores e sucessores ao Medieval também têm como característica um grande apelo à razão, diferentemente da Era Medieval, que apresenta um forte apelo emocional em suas formas de expressão.

Tendo feito tais esclarecimentos, apresente aos alunos o vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=UjGbxdeGJiQ – (acessado em 12/10/2009 – Duração: 9:17). O vídeo consiste em uma aula histórica que parte da origem do Período Medieval, desde o império Romano e servirá de introdução para o assunto. Trabalhe os termos que aparecem no vídeo que podem causar estranheza, como por exemplo, os termos Trovadorismo e Cantigas. Explique Trovadorismo: a primeira manifestação literária de Língua Portuguesa, um termo que tem origem na tradição antiga em que os trovadores compunham poesias e as melodias que as acompanhavam. As cantigas eram, portanto, essas poesias cantadas, que se dividiam em três grupos:

Cantigas de amor: ocorre quando um sujeito masculino exalta as qualidades de sua dama. Revela um cenário palaciano e aristocrático.

Exemplo de Cantiga de Amor:

Canção de amor

D. Dinis

Quero à moda provençal
fazer agora um cantar de amor,
e quererei muito aí louvar minha senhora
a quem honra nem formosur a não faltam
nem bondade; e mais vos direi sobre e la:
Deus a fez t ão cheia de qualidades
que e la mais que todas do mundo.
Pois Deus quis fazer minha senhora de tal modo
quando a fez, que a fez conhecedorad
e todo bem e de muito grande valor,
e além de tudo isto é muito sociável
quando deve; também deu-lhe bom senso,
e desde então lhe fez pouco bem
impedindo que nenhuma outra fosse igual a ela
Porque em minha senhora nunca Deus pôs mal,
mas pôs nela honra e beleza e mérito
e capacidade de falar bem, e de rir melhor
que outra mulher também é muito leal
e por isto não sei hoje quem
possa cabalmente falar no seu próprio bem
pois não há outro bem, para além do seu.

http://www.portrasdasletras.com.br/pdtl2/sub.php?op=literatura/docs/trovadorismo – acessado em 13/09/09.

Cantiga de amigo: o sujeito lírico dessa cantiga é feminino e fala do amor pelo seu amigo, manifestando alegria, tristeza, saudade, ciúme. Geralmente retrata um ambiente rural.

Exemplo de Cantiga de Amigo:

Canção de amigo

Martim Codax

Ondas do mar de Vigo,
se vistes meu amigo?
E ai Deus, se verra cedo!
Ondas do mar levado,
se vistes meu amado?
E ai Deus, se verra cedo!
Se vistes meu amigo,
o por que eu sospiro?
E ai Deus, se verra cedo!
Se vistes meu amado,
por que ei gram coidado?
E ai Deus, se verra cedo!

http://www.portrasdasletras.com.br/pdtl2/sub.php?op=literatura/docs/trovadorismo – acesso em 13/09/09.

http://www.youtube.com/watch?v=IhrtApWvyjg – “Ondas do mar de Vigo” musicada. Cantigas de Amigo. Martín Codax.

Informações sobre esses termos podem ser encontradas no link: http://www.brasilescola.com/literatura/trovadorismo.htm – (acessado em 12/10/2009).

Na sequência mostre a eles também o vídeo http://www.youtube.com/watch?v=IkAMSTWQ1ZM – (acesso em 12/10/2009) “Modas e modos no período medieval”. Ele demonstra características gerais do período medieval, como as discrepâncias entre fé e razão, os parâmetros da arte da época, concebida sobre um formato bidimensional, com ausência de perspectiva. Aproveite para diferenciar com os alunos a arte bidimensional da tridimensional. A arte bidimensional não oferece qualquer sensação de profundidade da imagem. Tem-se a impressão de que a imagem é uma unidade plana sobre a superfície. Já a arte tridimensional explora a noção de profundidade se expressa, como o nome diz, em três dimensões.

Demonstre essas informações com as imagens/exemplos:

http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://4.bp.blogspot.com/_nPHTbRJlbJ8/Sn1r8SNz3BI/AAAAAAAACNc/9qcXoD4g3tg/s400/tonsure-cu.jpg&a mp;imgrefurl=http://virtualandmemories.blogspo t.com/&usg=__4A5fJ7zQElt0kzNIAqBqvcY6GKM=& amp; h=332&w=350&sz =61&hl=pt-BR& ;start=51&um=1&tbnid=qWdA5btqAzVQ3M:&a mp;tbnh=114&tbnw=120&a mp;prev=/ima ges%3Fq%3Dper%25C3%25ADodo%2Bmedieval%26ndsp%3D20%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN%26start%3D40%26um%3D1 Acessado em 12/09/2009.

A escola de Atenas – Rafael – pintura feita entre 1509 e 1511. (Sanza della Segnatura, Vaticano). Acessado em http://cienciahoje.uol.com.br/images/ch%20on-line/colunas/deriva/54755ag.jpg – 12/10/09.

– Professor, então, aproveitando os ganchos do vídeo e essa noção passada sobre a configuração da imagem no período medieval, explique aos alunos que, naquela época, os métodos sociais eram ditados pela concepção religiosa vigente, ou seja, o Cristianismo defendido pela Igreja Católica. Dessa forma, também a Arte terá influências desse domínio. Queria-se preservar o ideal de uma sociedade submissa e passiva. Esses métodos eram disseminados na sociedade por meio de dois meios: a leitura (ou canto) em voz alta feita em público e a contemplação de imagens.

Aqui, professor, é importante levar o seu aluno a compreender que estamos falando de um período em que a mínima parte da população sabe ler. E se não leem, vão ter acesso aos conhecimentos que são de interesse da Igreja disseminar, justamente através dos dois meios citados, a leitura de textos sagrados realizada em praças públicas e a divulgação de um ideário por meio das imagens.

A igreja pregava o total desprendimento e negação dos desejos do corpo, com a finalidade de se alcançar a virtude suprema. Pregava um abismo entre o bem e o mal, os vícios, as virtudes e a condenação ao inferno para aqueles que se desvinculassem do bem. Então, professor, leve seu aluno a compreender que, se a intenção da igreja era atingir um público não letrado, muitas vezes por intermédio das imagens, isso explica que a construção da imagem medieval seja tão simples (tida, como já dito, como ruim) sem preocupação com uma elaboração mais sistemática, para atingir o maior número de fiéis possível. De acordo com esses conceitos, a imagem artística do período medieval tem muitas possibilidades de análise, tanto quanto as imagens de qualquer outro período, já que elas abrigam informações valiosas sobre a filosofia e a sociedade da época e de épocas anteriores a elas. Então, isso descontrói a ideia de que a produção medieval é mais insignificante que a de outros períodos. Em aulas posteriores, veremos que essa simplicidade da imagem produzida no Era Medieval, assim dos textos também, é falsa, já que as imagens e textos estão carregados de símbolos que enriquecem e tornam mais complexa essa forma de arte.

3ª AULA: 50 minutos
Após as duas primeiras aulas de caráter mais expositivo, indispensáveis para a compreensão do assunto da aula, parta, professor, para uma prática feita junto como os alunos, em que serão analisadas duas imagens produzidas no período medieval. São elas:

IMAGEM 1

IMAGEM 2:

Professor, inicialmente peça aos alunos que falem sobre as duas imagens que veem e estabeleçam semelhanças entre elas. Lembre-os de analisar a noção de profundidade e perspectiva das imagens. Em seguida, faça uma análise mais detida com eles sobre cada imagem, da seguinte forma:

Sobre a imagem 1:

Diga aos alunos que o nome da imagem é “Cristo e m Glória” e peça a eles que relacionem o título à imag em. Em seguida, mostre a eles que a posição frontal em que se encontra Jesus ajuda a construir essa imagem de glória, superioridade e divindade. Peça aos alunos que pensem, notando a figura, qual outro recurso da imagem enfatiza a divindade de Cristo. Eles terão que fazer menção à auréola, a marca circular sobre a cabeça de Jesus que diferencia o sacro do profano.

Se observarem o tecido da roupa de Cristo, ficará claro que o tecido não demonstra movimento ou os contornos arredondados do corpo. As dobras têm aspecto linear. Isso enfatiza a concepção da igreja de que o corpo é uma fonte de pecado, por isso deve ser ocultado, escondido. Estamos falando de um período teocêntrico, ou seja, Deus é tido como o centro do universo, portanto, anula-se a figura do homem e exalta-se a de Deus. O corpo é físico, material, por isso é pouco importante.

Os alunos observarão também que nos cantos da imagem aparecem pequenas figuras. Essas figuras seriam as imagens dos quatro evangelistas: o leão é São Marcos, o anjo São Mateus, o boi São Lucas e a águia São João. Então, se a população medieval era, em sua maioria, analfabeta, era preciso acrescentar às imagens símbolos que enfatizassem a importância da palavra de Deus para o Cristão. Os evangelistas simbolizam o evangelho que, mesmo que o povo não tenha acesso, resguarda a verdade sobre Cristo.

– Professor, é importante que durante essas explicações, você deixe claro para os alunos lugar ocupado pela arte e pela escrita na Época Medieval e as influências que elas trarão às sociedades posteriores. Eles precisam compreender que essa foi uma arte carregada de intencionalidades e significado, da mesma forma que a produção artística de outros períodos marcados pela História da Literatura, para que se rompa o ciclo de teorias que insistem em dizer que o Período Medieval é pobre em produção.

Sobre a imagem 2:

– Ao apresentar a segunda imagem, tente dar voz aos alunos para que eles encontrem alguns dos elementos já citados. Só após a manifestação deles é que você deverá falar de elementos que eles não tenham conseguido observar sozinhos. Sobre essa imagem é interessante falar da desproporção entre o tamanho de Cristo e dos demais integrantes da cena, simbolizando uma hierarquia. Cristo é o divino, a quem se deve seguir, por isso aparece maior na imagem. Os demais são pecadores que buscam a conversão. A igreja tentava ressaltar a sua própria superioridade representada na figura de Cristo. E era assim que o povo pensava: se a igreja representa um Cristo superior, ela também é superior.

Já sobre a posição dos pés de Cristo, demonstre aos alunos que eles se encontram em uma posição semelhante entre si. Isso é uma característica muito marcante do Período medieval, em que os pés juntos na mesma posição representam o equilíbrio, a sabedoria e a virtude.

Professor, para dar uma noção mais clara do papel da imagem no Era Medieval e de sua relação com o texto, é interessante falar sobre as iluminuras. Explique aos alunos que elas eram pequenas ilustrações feitas nos manuscritos pelos copistas (já que naquela época não havia outro modo de se multiplicar os textos, que eram todos copiados a mão). Esses desenhos tinham a função, além de embelezar os livros, de auxiliar na transmissão da mensagem do texto, principalmente levando em conta o nível de analfabetismo da época e eles acabavam s e tornando uma expressão de arte aparte.

Exemplos de iluminura:

4ª AULA:

Professor, nessa aula apresente aos alun os algum filme que tenha características da Era Medieval. De ixamos como exemplo o filme “O nome da R osa”, baseado na obra do escritor Umberto Eco, que conta das investigações que giram em torno de uma série de assassinatos misteriosos que acontecem em uma abadia medieval. Neste link são apresentados recortes do filme http://www.youtube.com/watch?v=P4ITdSfGd5I (acessado em 13/09/09) – destacando as características do Período medieval e neste outro http://criticanarede.com/lds_nomedarosa.html (acessado em 13/09/09) – encontra-se um comentário crítico sobre a obra.

Indica-se também o filme “O rei Arthur”, que fala da tradição das cavalarias. As novelas de cavalaria do ciclo arthuriano despertam muito o interesse dos alunos, que veem na figura de Arthur e dos demais cavaleiros o herói. Essa é também uma contribuição do período medieval para a modernidade, a manutenção da figura do herói. Na verdade, a imagem do herói, que existia na literatura desde os personagens do período clássico, como o Ulisses, da Odisséia, é transferida para o cavaleiro medieval, no período da Idade Média. Aqui se torna necessário explicar aos alunos o que é a cavalaria, professor. Obtenha algumas informações sobre isso no site: http://pt.wikipedia.org/wiki/Cavalaria (acessado em 13/09/09). Na mesma linha do filme “O rei Arthur”, temos também o filme “As brumas de Avalon”, baseado nos 4 volumes de Marion Zimmer Bradley . Apesar de também ser uma obra do ciclo das novelas de cavalaria, “As brumas de Avalon” se desenvolvem em um contexto mais místico, que pode atrair ainda mais os alunos. Veja fragmentos do filme http://www.youtube.com/watch?v=0C8GRpIrubQ (acessado em 13/10/2009).

5ª AULA:

Já tendo assistido ao filme (ou aos filmes, conforme a escolha do professor), o próximo passo é um momento de levantamento coletivo de ideias, em que toda a classe participa. O objetivo desse momento, professor, é que os alunos possam compartilhar suas hipóteses sobre o filme assistido. Em seguida, proponha que eles construam um texto em que façam o seguinte:

– Iniciem o texto fazendo um pequeno resumo da história do filme, associando-o ao contexto medieval.

– Em seguida, os alunos deverão fazer um levantamento de características importantes que tenham aparecido no filme, trabalhadas anteriormente em sala de aula. Isso despertará uma leitura crítica por parte dos alunos, que identificarão no filme várias características do período Medieval.

– Por último eles deverão fazer uma conclusão, associando os conhecimentos adquiridos sobre esse período literário e histórico, e o legado que ele pode ter deixado para a sociedade contemporânea e deverão escrever os motivos pelos quais recomendam o filme.

6ª AULA:

Essa aula se dedica à apresentação, por parte dos alunos, de suas produções escritas. Eles lerão os textos produzidos e a partir da leitura de cada um será desencadeado um debate. Após ouvir os alunos e propor modificaçõ es em sua produção, peça a eles que reescrevam o texto produzido. Após as correções feitas, os alunos deverão entregar o texto em uma folha separada e você, pro fessor, deverá escolher outra turma na escola, de faixa etária compatível, para receber os textos dos alunos com a recomendação sobre o filme. Para a proposta ter c ontinuidade, é importante que a turma que receber a recomendação assista realmente ao filme e es creva um texto direcio nado ao aluno que fez a indicação, dando também o seu parecer sobre o filme, endossando ou contrariando os comentários feitos pelo colega de o utra classe.

Para fechar essa aula, professor, ainda falando sobre o legado d a Era Medieva l na contemporaneidade, em especial em relação à pintura, é interessante falar sobre a noção de abstrato e simbólico q ue hoje se atribui a tantas obras de arte. Assim como se usava símbolos para representar o divino e o profano, o bem e o mal, a virtude e o pecado, a arte abstrata esconde-se atrás de símbolos e representações imaginárias. Aqui é pertinente definir arte abstrata. É uma forma de arte que não representa os objetos próprios da realidade concreta exterior. Ao contrário, essa arte se faz a partir do uso de linhas, formas e cores de forma aleatória, sem vínculo com nenhum o significante real.

Exemplo:

Kandinsky — Linha Transversa – http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.abstract-art.com/abstraction/l2Grnfthrsfldr/g0000grinfimages/g029bkandinskytrln.jpg&imgrefurl=http://www.rafaelspengler.com.br/blog/%3Fcat%3D12&usg=7Yjw84BjtkQkf8vKvLMVgbNAVmU=&h=454&w=656&sz=64&hl=pt-BR&start=19&um=1&tbnid=EJrB32Baw5z4M:&tbnh=96&tbnw=138&prev=/images%3Fq%3Darte%2Babstrata%2Bfamoso%26hl%3Dpt-BR%26um%3D1 – acesso em 12/09/09.

Portanto, é necessário que os alunos compreendam que a produção artística e literária Medieval tem tanto valor e precisam ambas serem apreciadas tanto quanto à produção da atualidade, assim como de qualquer outro período. As funções da arte, seus parâmetros, mudam, mas a arte em si permanece. Fale ainda com os alunos sobre outros legados dessa época, como a noção de etiqueta. É nos grandes palácios medievais que nasce a necessidade da criação de condutas de comportamento social, que são espalhados pelos cavaleiros medievais. A sociedade, que até então compartilhava de total falta de compostura à mesa, por exemplo, começa a estabelecer certos acordos de comportamento social que prevalecerão na esfera de relacionamento social. Além disso, o microscópio, telescópio, a universidade e algumas tecnologias de ensino se desenvolveram durante a idade média.

Recursos Complementares
http://www.youtube.com/watch?v=o5uaWEkylpQ – acesso em 12/10/2009. Vídeo que apresenta uma aula de História sobre o período Medieval.

http://www.youtube.com/watch?v=OFgdwlf2btc – Apresentação dos cavaleiros, armaduras e castelos medievais.

http://www.youtube.com/watch?v=IkAMSTWQ1ZM – Modas e modos no período medieval. apresenta características gerais do período medieval.

http://www.youtube.com/watch?v=wfR8KUBGlvM – Trailer do filme “O Rei Arthur”.

http://www.youtube.com/watch?v=P4ITdSfGd5I – Recortes do filme “O nome da Rosa”, mostrando características do Período medieval.

http://www.youtube.com/watch?v=r2DcGmH2o14 – Curiosidades sobre o período medieval, de caráter humorístico.

http://www.youtube.com/watch?v=NQudE2QZdpA – acessado dia 16/09/09 – aula idade média

Avaliação
Professor, avalie a capacidade de produção escrita dos alunos, durante a proposta de construção do texto sobre o filme. Observe se eles apontaram características pertinentes do Período Medieval, e analise a capacidade de planejamento de ações durante a elaboração textual; veja a capacidade de fazer inferências pertinentes ao contexto e ainda que extrapolações ele consegue fazer em relação ao tema e a sua realidade imediata; em termos atitudinais, avalie a autonomia de cada aluno em relação às propostas que lhe são apresentadas, observando se o aluno participou das discussões propostas. Não se esqueça, professor, de dar voz aos alunos para avaliar e apontar os aprendizados efetivos que tiveram. Uma compreensão parcial disso pode ser obtida a partir da leitura dos textos que produziram, mas é também importante que eles se manifestem oralmente, falando dos conhecimentos que adquiriram.

A reescrita e os caminhos
da construção do sujeito
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Maria José Martins da Nóbrega

Este artigo traz exemplos de textos produzidos por crianças em situação escolar. A partir deles, Maria José Nóbrega busca fazer uma leitura das produções das crianças, em uma tentativa de escutar e ensinar/aprender com elas o caminho de construção da linguagem escrita.

A autora faz reflexões muito importantes, que podem vir a enriquecer o processo de alfabetização dos alunos.

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“Uma primeira direção, que me parece equivocada, seria considerar tais violações como equívocos próprios do aprendiz e, assim sendo, não interessando à análise do discurso… A regularidade desses “erros” permite que se veja através deles com que concepções a respeito da escrita a criança opera: permite, também, que se enxergue um pouco o próprio processo de elaboração do escrito que, em geral, não está disponível ao leitor.”

“Minha intenção é considerar as possibilidades didáticas que a “escuta” de tais marcas pode introduzir na relação entre a criança, seu texto, as possibilidades da linguagem escrita e o professor.”

“O produto é, portanto, de co-autoria: um escritor mais
experiente ajuda a um menos experiente a dominar a modalidade escrita da linguagem.”

Para mais informações clique em AJUDA no menu.

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Garantindo a todos o direito de aprender”: uma visão sócio-construtivista da aprendizagem de linguagem escrita no ensino básico

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Roxane Helena Rodrigues Rojo

As idéias de Vygotsky sobre a construção da escrita e suas implicações para a prática pedagógica são o eixo principal deste texto. Roxane Rojo trata, ainda, do papel central que a interação social assume na apropriação do conhecimento a partir da perspectiva social-construtivista.

Clique aqui para ler o texto na íntegra. Para isso você precisa ter o programa Acrobat Reader. Para instalá-lo, clique aqui.

“Claro está que o ponto zero desta reflexão, seu ponto de partida, encontra-se no valor determinante que é dado por VYGOTSKY e pelos vygotskianos à interação social – e, logo, no caso da escola, às intervenções pedagógicas e à instrução – na construção de todo e qualquer conhecimento, incluídos o uso e o conhecimento sobre a escrita.”

“Talvez seja desnecessário relembrar, (…) que a marca principal, o traço diferencial da teoria vygotskiana da aprendizagem em relação a outras teorias da aprendizagem ou do desenvolvimento seja justamente a crença de que é na interação interpessoal que primeiramente se constrói o conhecimento que virá a ser intrapessoal (desenvolvimento real, autonomia, apropriação).”

“Lembremos que a questão que aqui nos ocupa, no momento, é o que, para VYGOTSKY, faz da escrita não somente uma grafia, um gesto que marca, representando um som da fala, mas, além disso, uma linguagem particular, diversa da fala e capaz de significar.”

“… aprender a escrever, alfabetizar-se, é mais do que aprender a
grafar sons; ou mesmo, mais do que aprender a simbolizar graficamente um universo sonoro já por si mesmo simbólico. Aqui, aprender a escrever é aprender novos modos do discurso (gêneros); novos modos de se relacionar com interlocutores, muitas vezes, virtuais; novos modos de se relacionar com temas e significados; novos motivos para comunicar em novas situações. Aprender a
escrever é, aqui sim, construir uma nova inserção cultural.”

“Assim, na construção da escrita, a criança tem muito mais a aprender do que as letras: uma infinidade de gêneros viabilizados pela escritura se abrem à criança quando ela começa a adentrar o mundo da escrita. Uns mais complexos e abstratos do que outros.”

Para mais informações clique em AJUDA no menu.

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Alfabetização: teoria e prática

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Marília Claret Geres Duran

O que é construtivismo? Quem são Emília Ferrero e Ana Teberosky? Que contribuições têm essas autoras a dar com relação à alfabetização?

Este texto de Marília Duran é uma contribuição para o entendimento das noções e termos usados dentro do referencial construtivista.

Clique aqui para ler o texto na íntegra. Para isso você precisa ter o programa Acrobat Reader. Para instalá-lo, clique aqui.

“O construtivismo não é um método para a prática pedagógica. No entanto, o construtivismo contribui para o entendimento da forma como ocorre o aprendizado, e, nesse sentido, influencia na definição dos objetivos da educação formal e na formulação da intervenção pedagógica.”

“Ao introduzirem uma linha de investigação evolutiva no campo da escrita, FERREIRO e TEBEROSKY trazem a possibilidade de melhor se entender a questão específica da escrita, até então ausente das
pesquisas feitas pela Linguística, pela Psicologia, pela Pedagogia.”

“FERREIRO oferece-nos um instrumental de possibilidades de ver a criança no seu processo de aquisição da escrita, de verificar o que ela sabe e o que ela não sabe, porque é no que ela ainda não sabe, no que ela pode e tem condições de fazer com ajuda, com interferência do adulto, que o professor vai atuar. Nesse sentido, a descrição evolutiva ultrapassa o nível do diagnóstico e da avaliação inicial e contribui efetivamente para informar o desenho de situações de
ensino/aprendizagem.”

“Muitas vezes a criança pergunta: “Está certo?”. E o professor responde: “Está.”. O que a criança procura ao fazer suas perguntas? O que ela está querendo de nós, professores? Ela está querendo
compartilhar a sua escrita, o que significa também o reconhecimento de uma imposição social da forma ortográfica. A escrita tem um valor social exatamente porque pode ser compartilhada. Portanto, escrever, por exemplo, pato com apenas a e o não é algo que possa ser compartilhado…”

“…a aprendizagem da leitura e da escrita não se dá espontaneamente; ao contrário, exige uma ação deliberada do professor e, portanto, uma qualificação de quem ensina. Exige planejamento e decisões a respeito do tipo, freqüência, diversidade, seqüência das atividades de aprendizagem. Mas essas decisões são tomadas em função do que se considera como papel do aluno e do professor nesse processo; por exemplo, as experiências que a criança teve ou não em relação à leitura e à escrita. Incluem, também, os critérios que definem o estar alfabetizado no contexto de uma cultura.”

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